DAS LAMÚRIAS

terça-feira, 29 de maio de 2018

No fundo, a gente sabe o quanto uma situação pode ser e o quanto ela não pode. Apesar de tudo, de todas as tentativas e investidas, eu no fundo no fundo, sabia que não tinha chances. Aceitar isso é a parte mais dolorida do processo de cura interior. Por mais que busque uma resposta satisfatória nas opiniões de outros, no fundo eu sempre soube qual era a resposta para todos os meus questionamentos. O meu processo de cura é doloroso e solitário e às vezes leva tempo. No fundo, eu sempre soube que isso tudo era uma construção minha, sem retorno, sem resposta da outra parte. Ora me sinto tolo por estar carregando esse peso e a vergonha de ter me aberto para alguém que fez pouco caso. Me sinto tão mal por ter me exposto e ser feito de bobo da corte por alguém que não tem o mínimo de respeito afetivo para com o próximo. E no fundo eu sei, que não posso cobrar NADA dessa pessoa. Que mártir! O que me resta agora é seguir e esquecer que um dia isso tudo aconteceu e ser mais amável comigo mesmo.

OI MENINAS, TUDO BOM?

sexta-feira, 25 de maio de 2018

No post de hoje, eu trago para vocês um dos (poucos, porém útil) posts do buzzfeed, onde um rapaz dá nove dicas supimpas de como lidar com a  ansiedade. Sente-se aproveite a leitura.


PS: Sim, sem criatividade alguma pra escrever aqui no blog. Me perdoem, mas é o que tenho pra hoje.

WHAT'S GOING ON?

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Tô bem sumido daqui, né? Um verdadeiro desleixado com o blog, confesso. Tava vendo que os meses de abril e maio (até então), estão sendo os meses com o menor número de publicação aqui. Estamos trabalhando para melhorar isso!

E SE EU PUDESSE SER UMA MÚSICA, EU SERIA....

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Eu era conhecedor zero do trabalho da Björk. Admito aqui, que tinha até um certo receio de me envolver, por que eu sabia que iria gostar do que veria. Por fim, me rendi, e fui pedir ajuda dos universitários para saber qual álbum da islandesa começar a ouvir primeiro. Pois bem, meus amigos queridos, me indicaram este álbum dela para começo de conversa. E foram enfáticos: "Escuta o disco, leia as letras e assista os videoclipes e depois venham conversa conosco." E assim eu fiz. Passei um final de semana digerindo e tentando entender a mensagem do álbum + videografia dessa era.. E por fim, descubro que este disco é inteiramente falando sobre termino de relacionamento e recomeço. Minha empatia foi tanta que logo de cara, essa música que abre os trabalhos do disco, me cativou e logo se tornou a minha faixa favorita do álbum. Essa letra/música fala tanto sobre o meu estado atual, de como eu me sinto por dentro, do meu estado emocional, que acho melhor parar por aqui e deixar vocês curtirem esse videoclipe maravilhoso.



Ainda dói. Mas eu sei que a dor é passageira e isso logo vai passar.


E quem está aberto?
E quem se calou?
E se um sente-se fechado
Como pode o outro permanecer aberto?


Nós temos necessidades emocionais
Oh necessidades, necessidades oh oh
Eu queria poder sincronizar nossos sentimentos
Nossos sentimentos, oh oh
Mostre respeito emocional
Oh respeito, respeito



domingo, 13 de maio de 2018

É incrível ver como as travas que estavam me incapacitando de enxergar caíram por terra e com isso, fizeram uma grande diferença na percepção da situação em que eu me encontrava. Eu literalmente acordei e vi como as coisas são de fato. E enxergar o óbvio é dolorido, mas é preciso para que esse momento de confronto aconteça. E é interessante ver como isso funciona comigo. Eu comecei o meu processo de desapego sentimental na segunda-feira mesmo, logo após uma longa conversa com um amigo. Me coloquei a prova na quarta-feira, quando tive que interagir com o sujeito, me portei de uma forma muito distante, impessoal e arrisco a dizer até, fria.  E ele notou isso. O que pra mim foi o ponto mais importante. Uma vez que, eu sempre fui o mais receptivo, buscava interação e sempre dispunha de total atenção para com ele. Mas no fim, eu consegui me manter firme e no foco de esquecer quem nunca fez questão de estar perto.


Essa semana também foi de uma reviravolta no meu trabalho. "Perdi" uma parceira,aliada e amiga de trabalho que era meu alicerce ali dentro. E por um motivo ridículo. Me deixou desolado saber que possivelmente quando ela voltar da licença médica ela não estará mais na equipe. Mas ao mesmo tempo, eu sei, eu tenho plena certeza que ela vai dar a volta por cima. Pelo montante de provas que ela juntou (com minha ajuda,claro) pra derrubar a chefia imediata ela ganha essa briga fácil, fácil. Não sou uma pessoa vingativa, mas dê o que é de César à César. Eu sou uma pessoa justa, e não tolero nenhum tipo de injustiça, seja ela qual for. E o que eu puder fazer pra ajudar essa minha amiga, eu farei. Eu sempre farei por quem faz por mim. Nada mais justo retribuir a quem sempre estendeu as mãos pra mim.

follow the baile

terça-feira, 8 de maio de 2018

Eu tentei. Só eu sei o quanto que tentei de todas as formas possíveis expressar o meu sentimento por você. Mesmo as pessoas dizendo que não era bem assim, que as respostas para os questionamentos que eu tanto buscava estavam ali, bem na minha cara, eu fui e apostei mais uma vez. Eu me esforcei e fiz tudo o que era possível para você me notar. Mas mesmo assim, você refutou, você se fechou para todas as minhas investidas.

É muito duro você perceber que estava vivendo em um ciclo vicioso. Desajustado. Machuca demais ter que ficar e lidar com essa bagunça emocional, com a indiferença e com o pouco caso sentimental que restou. Em se tratando de alguém que lida com emoções e sentimentos das pessoas, eu esperava por atitudes mais empáticas. Pelo visto, me enganei. Como já dizia Björk: "Mostre-me respeito emocional. Eu tenho necessidades emocionais".




Estou acordado agora. Estou entrando no ciclo final dessa história. Agora é o momento de fazer o balanço geral de toda a minha trajetória até aqui, separar eu que vou levar de bom pra vida e jogar fora tudo o que não me cabe mais. É um momento de me voltar para dentro de mim mesmo e esperar pela próxima estação, ou até eu completar o meu processo de cura. É o momento de sarar as feridas e ressignificar algumas coisas. É um momento que eu vou cuidar de mim, me recompor. Afinal de contas, a vida é um grande baile, então follow the baile. ;)

 
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