sexta-feira, 13 de março de 2020

ainda dói quando a gente toca no assunto.

ainda dói ter contato com você.

você consegue me machucar mesmo tendo as menores e mais inofensivas atitudes. mas, mesmo assim, eu ainda não consigo me desligar de você. isso é uma droga.

ainda sobre o corona...

o barato desse vírus, é que ele obrigue com que as pessoas parem de ter contato físico. isso facilita tanto a vida de pessoas (como eu) que não são muito ~fã desse lance de "calor humano". um aceno breve com a cabeça ou um levantar de mãos como forma de saudação já tá de bom tamanho pra mim e olhe lá.

a partir de hoje, vou entrar em recesso por duas semanas no trabalho por conta da pandemia.

obrigado pelo mimo, corona vírus.

[12/03] 

hoje eu voltei a malhar. hoje foi o primeiro dia. fiz minha avaliação pela parte da manhã e durante o bate papo com o personal descubro que meus joelhos tem um pequeno desvio, nada muito sério, e que preciso endireitar minha coluna. é aquele velho ditado de mãe: “endireita a coluna, menino!” então!


ainda durante a avaliação, o rapaz me perguntou entre uma tirada de medidas e outra o que me motivou a voltar a malhar, dei uma resposta qualquer, minimamente convincente. mas a real é que eu cansei de lutar contra a corrente e de ser deixado de lado (por mim mesmo) por questões estéticas.  por não ser atrativo suficiente. tive que dar o braço a torcer e me render para ser no mínimo notado quando eu for em alguma festa GLBT. é triste dizer isso. mas eu também quero ser observado pelo outros rapazes assim como os meus amigos são quando estamos em algum lugar. eu cansei de ficar de escanteio todas as vezes em que saio e não consigo ficar com quem eu quero. isso é muito mais pela melhora da minha autoestima do que qualquer outra coisa.


não quero mais ter vergonha do corpo que eu tenho, assim como foi nesse dia da avaliação. acho que ficou notório para o personal o quão desconfortável eu estava por ter que ficar sem camisa ali na frente dele.  eu quero poder ir à praia e tirar a camisa e entrar na água sem a nóia de ter alguém me olhando e julgando por estar acima do peso. isso é torturante demais. então, por isso eu resolvi cuidar de mim e do meu corpo. e estou firme neste propósito.

segunda-feira, 9 de março de 2020



é isso.

eu tenho plena ciência de que eu preciso ser menos controlador com as coisas para que elas possam fluir da forma correta.

mas a pergunta que fica é: COMO FAZER ISSO SEM PERDER O CONTROLE?

paradoxal, não?

sexta-feira, 6 de março de 2020

fevereiro acabou e o carnaval passou.


eu havia me preparado fisico e emocionalmente para uma coisa super incrível. tipo aquele lance de expectativa x realidade, saca? e no final, aconteceu outra totalmente diferente do que eu havia imaginado.


vamos voltar a uma semana antes da festa da carne, quando fui ao Rio com um amigo meu.


era domingo e eu estava tão entusiasmado pois fomos para curtir o pré carnaval e assistir a um ensaio técnico da mangueira. era a minha primeira vez na marques de Sapucaí. pense.


eu comecei a sentir algo de diferente durante o rolê. uma sensação muito intensa de tristeza. tristeza? eu me questionava. por que isso agora meu deus? eu me perguntava enquanto aquele sentimento tomava conta de mim. uma angústia tremenda vinha como uma onda sob o meu corpo e eu ali, sem entender absolutamente nada mas seguindo o baile e sorrindo e dançando no meio dos foliões. ok, eu resolvi deixar isso pra lá e parar de focar no que estava sentindo e apenas fluir e seguir o baile. passou. depois de duas horas pulando de bloquinho em bloquinho, eu e os meninos nos dirigimos para a marquês para assistir ao ensaio. foi lindo, foi mágico. mas aí houve o imprevisto: a chuva. e com isso, a resposta pra todas as perguntas que mais cedo eu havia me feito sobre os estar sentindo aquela tristeza enorme dentro de mim, sendo que não havia motivo. choveu, e com isso as pessoas desciam as arquibancadas em manadas e com grande desespero. nisso, eu acabei me perdendo de um dos meninos e fomos parar em extremos. uma sensação de aperto no peito, calafrio, respiração ofegante, suor frio tomava conta de mim. nesse momento, lembro de alguns exercícios de respiração e consigo tomar controle da situação. tive inicio a uma crise de pânico. alguns minutos depois, a chuva para e finalmente conseguimos ver a mangueira entrar (Ba Dum Tss!).



corta para o carnaval.



ok. estava tudo certo. tudo combinado cozamigo tudo para passarmos o carnaval juntos. mas houve tanto desencontro que acho que era mais fácil não termos feito plano algum. no segundo dia de folia, eu começo a ter os mesmos sintomas que tive na semana anterior. dessa vez, com mais intensidade. sinto também que meu humor vira bruscamente. e o que era pra ser algo legal e divertido com as pessoas que eu gosto se tornou um pesadelo. eu não podia ver multidão que eu começava a suar frio e me tremer por inteiro. e assim se seguiu nos dias seguintes. um verdadeiro pânico de estar envolto a um mar de gente. mas apesar de tudo, eu consegui aproveitar minimamente o meu carnaval.


resumindo:  esse carnaval só serviu pra me mostrar o quão avesso eu sou a grande massa e que tenho que procurar urgentemente um psiquiatra e voltar para a terapia.

você termina a sua ultima mensagem me dizendo:

gosto de vc quero o seu bem e sua felicidade

todo dia eu abro a sua janela e leio essas palavras e tento internalizar isso dentro de mim. é difícil.

é dolorido.

mas eu vou conseguir!


***


ele esperava romance mas teve o coração partido em pleno carnaval. :(((
ele cura as dores do coração  na pista de dança.

***
eu odeio essa sensação de desconforto que eu sinto toda vez que eu quero me aproximar de alguém. :/

 
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