sexta-feira, 6 de março de 2020

fevereiro acabou e o carnaval passou.


eu havia me preparado fisico e emocionalmente para uma coisa super incrível. tipo aquele lance de expectativa x realidade, saca? e no final, aconteceu outra totalmente diferente do que eu havia imaginado.


vamos voltar a uma semana antes da festa da carne, quando fui ao Rio com um amigo meu.


era domingo e eu estava tão entusiasmado pois fomos para curtir o pré carnaval e assistir a um ensaio técnico da mangueira. era a minha primeira vez na marques de Sapucaí. pense.


eu comecei a sentir algo de diferente durante o rolê. uma sensação muito intensa de tristeza. tristeza? eu me questionava. por que isso agora meu deus? eu me perguntava enquanto aquele sentimento tomava conta de mim. uma angústia tremenda vinha como uma onda sob o meu corpo e eu ali, sem entender absolutamente nada mas seguindo o baile e sorrindo e dançando no meio dos foliões. ok, eu resolvi deixar isso pra lá e parar de focar no que estava sentindo e apenas fluir e seguir o baile. passou. depois de duas horas pulando de bloquinho em bloquinho, eu e os meninos nos dirigimos para a marquês para assistir ao ensaio. foi lindo, foi mágico. mas aí houve o imprevisto: a chuva. e com isso, a resposta pra todas as perguntas que mais cedo eu havia me feito sobre os estar sentindo aquela tristeza enorme dentro de mim, sendo que não havia motivo. choveu, e com isso as pessoas desciam as arquibancadas em manadas e com grande desespero. nisso, eu acabei me perdendo de um dos meninos e fomos parar em extremos. uma sensação de aperto no peito, calafrio, respiração ofegante, suor frio tomava conta de mim. nesse momento, lembro de alguns exercícios de respiração e consigo tomar controle da situação. tive inicio a uma crise de pânico. alguns minutos depois, a chuva para e finalmente conseguimos ver a mangueira entrar (Ba Dum Tss!).



corta para o carnaval.



ok. estava tudo certo. tudo combinado cozamigo tudo para passarmos o carnaval juntos. mas houve tanto desencontro que acho que era mais fácil não termos feito plano algum. no segundo dia de folia, eu começo a ter os mesmos sintomas que tive na semana anterior. dessa vez, com mais intensidade. sinto também que meu humor vira bruscamente. e o que era pra ser algo legal e divertido com as pessoas que eu gosto se tornou um pesadelo. eu não podia ver multidão que eu começava a suar frio e me tremer por inteiro. e assim se seguiu nos dias seguintes. um verdadeiro pânico de estar envolto a um mar de gente. mas apesar de tudo, eu consegui aproveitar minimamente o meu carnaval.


resumindo:  esse carnaval só serviu pra me mostrar o quão avesso eu sou a grande massa e que tenho que procurar urgentemente um psiquiatra e voltar para a terapia.

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