Kiss of life, all night dancing
Free your mind, pay attention
Keep your eyes on my lips (my lips)
💙 💚 💛 🧡 💜
[25/10/21]
"segundou" daquele jeito: totalmente mil grau.
coleguinha do trabalho me ligou fora de horário comercial (a.k.a - horário em que estou indisponÃvel para assuntos relacionadas ao trabalho) para me contar uma fofoca. nada relacionado à mim - graças a Deus - mas que foi caso sério. coisa de coleguinha do trabalho pegar suas coisas e ir embora no meio do expediente.
a falta de noção das pessoas no trato com o próximo me tira do sério. o rapaz estava chorando no telefone comigo por que foi humilhado por uma supervisora escrota que trabalha conosco. cês tem noção? eu já cheguei no trampo armado até os dentes, por que se a treta respingasse em mim, eu já iria cunscaralho pra cima da pessoa que provocou esse mal estar. e foda-se. fiquei irritado o dia todo e mal consegui me concentrar direito no que tinha que fazer.
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[27/10/21]
hoje eu tô me sentindo "ok". ontem a noite um novo vizinho deu sinal de vida na casa ao lado da minha. "Droga!" eu pensei. mas aà eu lembrei que não posso comparar uma experiência que ainda não aconteceu com outra que foi totalmente traumática tanto pra mim, quanto pra minha famÃlia, em especial para minha irmã mais velha. vou abrir um parêntesis aqui e explica do porquê eu digo que foi algo traumático. eu tenho três irmãos mais velhos, somos dois casais, e eu sou o caçula. e a irmã que vem antes de mim, ela e eu temos sete anos de diferença. essa minha irmã quando estava com vinte e cinco anos foi diagnosticada com um quadro de esquizofrenia paranóide e de lá pra cá já se passaram quinze anos e desde então ela faz acompanhamento psiquiátrico e tudo mais. mas por mais que a pessoa faça acompanhamento e tome as medicações indicadas, vez ou outra ela tem quadro de surto e foi o que aconteceu com o ultimo vizinho que morou no nosso condomÃnio. alias, os vizinhos mais antigos, todos sabem da condição dela e respeitam e compreendem quando ela tem um quadro de surto. os surtos dela não são quadros constantes, o que acontece com ela é que ela chora e grita, mas são episódio rápidos, logo depois ela estabiliza o humor e volta ao normal. os médicos já haviam nos alertado desse quadro. explicado este ponto, quero passar para final de abril, inicio de maio de 2021. a vizinha, dona da casa do lado, resolveu alugar a casa. pandemia, dinheiro pouco, vai saber o que fez ela alugar a casa de veraneio. mas o fato é, ela alugou pra um cara extremamente desrespeitoso, que durante os surtos da minha irmã fazia questão de ligar o som nas alturas, quando não, xingava e mandava ela parar. isso, pra quem tem essa doença é terrÃvel. no pouco mais de dois meses que esse camarada permaneceu na casa, ele quis arrumar quizumba com minha famÃlia por conta do "incomodo" provocado pela minha irmã, já que o bonitão trabalhava em home office e que os gritos e choro dela atrapalhavam o trabalho dele. em suma, esse cidadão no pouco tempo que foi nosso vizinho chamou até polÃcia com a premissa de que estávamos maltratando a minha irmã. na ocasião, as policiais foram até a nossa residência, conversaram com a minha irmã e constataram que não havia sinais de agressão, uma vez que a própria negou todas as supostas acusações feitas pelo mal elemento. depois disso, visto que não podia fazer nada e que ele não tinha pra onde ir, ele se mudou. juro que nesse dia, foi o dia mais feliz do ano pra mim. agora pula pra final de outubro. um novo vizinho alugou a casa que estava vaga desde junho/julho. e todo aquele receio voltou e só de pensar eu começo a me tremer todo. o que me ajuda a não pirar nessas horas é pensar que logo,logo, estaremos bem longe daqui. estaremos em casa, em Belém. vamos nos mudar e deixar essa casa alugada. mas até lá, tem muita água pra rolar.
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[28/10/20121]
hoje foi um daqueles dias em que você só quer sumir da face da terra.
o dia seguinte da famigerada mensagem enviada por DM pro crush pedindo o WhatsApp e ser sumariamente ignorado é de uma ressaca moral sem precedentes no dia seguinte. visto quê, já havia uma certa interação prévia, trocando likes, comentários, memes, mensagens e afins há algum tempo.
mas esse sentimento tem nome (e é importante nomeá-los) e se chama: frustração!
e tem um gosto tão amargo. ruim. mas nada como um dia após o outro. nada que uma boa taça de vinho, uma boa música e um papo furado com os amigos pra abstrair dessa situação que me deixou muito chateado.
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[29/10/2021]
e assim eu encerro a semana com essa parceira entre as maravilhosas Kylie e Jessie. #sextou.
minha mãe voltou de viagem e deveria estar feliz, certo? certo! mas não tô. não sei como explicar isso, mas tentarei. mas antes. eu preciso contextualizar:
em meados de setembro desse ano, minha mãe fez uma viagem para o Pará (somos paraenses e moramos no RJ) para agilizar algumas questões
burocráticas, passear e visitar os familiares. por que está nos nossos planos
nos mudar de volta para lá, em breve.
esse desejo de retornar à terrinha já era algo antigo, desde antes do falecimento do meu pai,
em 2013. na época já estávamos com meio caminho andando para o retorno, quase
tudo certo. quando em outubro de 2013 meu pai veio a falecer. tivemos de
recalcular a rota e permanecer aqui até as questões judiciais (inventário)
serem resolvidas. com isso, esse desejo ficou em segundo plano e seguimos a
vida. mas com o advento da covid, essa vontade de voltar pra casa ressurgiu, e
ressurgiu com muito mais força e intensidade em mim. ganhou gás no inÃcio do ano quando eu vi algumas pessoas
partirem e deixando saudades em quem ficou. isso reanimou aquele desejo
reprimido de voltar para casa, e desde então. estou me reorganizando para o tão
sonhado retorno.
confesso que não está sendo fácil. existem muito pormenores
para serem resolvidos e que no curto espaço de tempo não sei se serão. mas apesar
de todo meu entusiasmo e minha fé inabalável de que tudo dará certo, eu sinto
que minha mãe está receosa com alguma coisa, é como se ela quisesse e não
quisesse ir ao mesmo tempo. mas apesar disso, eu não esmoreço e permaneço firme
na minha decisão de voltar. meu terapeuta me disse que essa ida dela para Belém
talvez tenha ajudado a ela a se enxergar de volta lá, com a famÃlia e com os
amigos. mas não sei se ajudou muito, ela voltou dessa viagem com algumas
incertezas que me deixaram bem balançado. sempre colocando empecilho nas
coisas, como se não quisesse que elas acontecessem. justificando que uma
mudança não é algo fácil e pipipipópópó.
eu sei que não é algo fácil. eu sei que estou sendo mega intransigente e que
não estou aceitando os argumentos dela e que é ela quem tá no comando desse
navio e que deve ser complicado lidar com tudo – quase – sozinha. mas pra mim, isso se trata de algo
muito mais além do que uma “simples mudança” se trata de resgatar algo que eu
tinha perdido. à s minhas raÃzes. aqui eu vejo um quê de egoÃsmo meu, de querer
que tudo se resolva pra ontem. eu admito isso. mas é que pra mim não dá mais, eu
cheguei no meu limite. eu abri tantas concepções ao longo desses anos todos que
eu acabei me deixando de lado em prol de algo que não me beneficiava em nada. agora
eu preciso pensar em mim, na minha saúde mental e na minha felicidade. pra mim
estar feliz é voltar pra casa, é estar com os meus. e essa pandemia veio pra me
mostrar que eu precisava mudar isso antes que algo pior aconteça comigo.
depois do ultimo episódio onde o psicólogo havia me bloqueado, eu entrei em contato com clÃnica onde ele atende relatando o fato onde eles informaram que tudo se tratou de um grande equivoco da parte do profissional, e que eu poderia retornar as sessões normalmente. e assim eu fiz.
tive uma conversa franca e aberta com ele, expus como está sendo o processo terapêutico para mim e disse que estava desgostoso em vários aspectos. ele me ouviu atentamente e prometeu melhorar. resolvi dar mais uma chance, no que ele se comprometeu que se até dezembro nada caminhasse para uma efetiva melhora eu poderia trocar de terapeuta sem maiores problemas. zeramos tudo até lá.