NÃO DEVERIA SER DIFERENTE?

domingo, 17 de outubro de 2021

 


minha mãe voltou de viagem e deveria estar feliz, certo? certo! mas não tô. não sei como explicar isso, mas tentarei. mas antes. eu preciso contextualizar:

em meados de setembro desse ano, minha mãe fez uma viagem para o Pará (somos paraenses e moramos no RJ) para agilizar algumas questões burocráticas, passear e visitar os familiares. por que está nos nossos planos nos mudar de volta para lá, em breve.

esse desejo de retornar à terrinha já era algo antigo, desde antes do falecimento do meu pai, em 2013. na época já estávamos com meio caminho andando para o retorno, quase tudo certo. quando em outubro de 2013 meu pai veio a falecer. tivemos de recalcular a rota e permanecer aqui até as questões judiciais (inventário) serem resolvidas. com isso, esse desejo ficou em segundo plano e seguimos a vida. mas com o advento da covid, essa vontade de voltar pra casa ressurgiu, e ressurgiu com muito mais força e intensidade em mim. ganhou gás  no início do ano quando eu vi algumas pessoas partirem e deixando saudades em quem ficou. isso reanimou aquele desejo reprimido de voltar para casa, e desde então. estou me reorganizando para o tão sonhado retorno.  

confesso que não está sendo fácil. existem muito pormenores para serem resolvidos e que no curto espaço de tempo não sei se serão. mas apesar de todo meu entusiasmo e minha fé inabalável de que tudo dará certo, eu sinto que minha mãe está receosa com alguma coisa, é como se ela quisesse e não quisesse ir ao mesmo tempo. mas apesar disso, eu não esmoreço e permaneço firme na minha decisão de voltar. meu terapeuta me disse que essa ida dela para Belém talvez tenha ajudado a ela a se enxergar de volta lá, com a família e com os amigos. mas não sei se ajudou muito, ela voltou dessa viagem com algumas incertezas que me deixaram bem balançado. sempre colocando empecilho nas coisas, como se não quisesse que elas acontecessem. justificando que uma mudança não é algo fácil e pipipipópópó. eu sei que não é algo fácil. eu sei que estou sendo mega intransigente e que não estou aceitando os argumentos dela e que é ela quem tá no comando desse navio e que deve ser complicado lidar com tudo – quase –  sozinha. mas pra mim, isso se trata de algo muito mais além do que uma “simples mudança” se trata de resgatar algo que eu tinha perdido. às minhas raízes. aqui eu vejo um quê de egoísmo meu, de querer que tudo se resolva pra ontem. eu admito isso. mas é que pra mim não dá mais, eu cheguei no meu limite. eu abri tantas concepções ao longo desses anos todos que eu acabei me deixando de lado em prol de algo que não me beneficiava em nada. agora eu preciso pensar em mim, na minha saúde mental e na minha felicidade. pra mim estar feliz é voltar pra casa, é estar com os meus. e essa pandemia veio pra me mostrar que eu precisava mudar isso antes que algo pior aconteça comigo.

seguirei firme na minha decisão de voltar pra Belém e estabeleci um prazo de no máximo até dezembro as coisas estarem encaminhadas para o retorno. não me vejo passar nem mais um ano neste lugar. pra mim, não dá mais.

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