BOY TROUBLE

domingo, 22 de outubro de 2017


Tive uma semana bem complicada no trabalho. O clima por lá anda meio estranho e as pessoas não sabendo se comunicar entre si, causam conflitos internos desnececyrus o que quase ocasionou uma “demissão”.
O fato é; fui chamado na terça-feira para uma conversa a portas fechadas com as minhas superiores onde elas colocaram pra mim que algumas pessoas do setor (e fora dele) onde eu trabalho estavam se queixando da minha postura profissional. Coisas do tipo: “Nossa, ele chega sempre mal-humorado!” “Nossa, ele só sabe fazer careta!” “Nossa, ele é uma pessoas difícil de lidar.”  E por aí vai..

Assumo mea-culpa em algumas coisas sim, porém também devo dizer que isso por si só não é motivo algum para devolver alguém para a secretaria de origem (sou funcionário público, não posso ser demitido). É um paradoxo esquisito, por que durante a conversa que tive com elas ficou bem claro pra mim que as relações interpessoais são tão (ou mais) importantes do que o trabalho e o rendimento que o funcionário gera para o setor. O correto seria se ambas as coisas andassem em harmonia lado a lado. E será que só eu tinha esse tipo de "postura" e cometia esses 'deslizes' no setor? E será que só eu era o boy problem dali? E quando fulano xingava alto e chutava as gavetas? E quando o ciclano saia antes do horário na maior cara de pau,isso quando não faltava e não dava nenhuma justificativa plausível para tal? E quando eles passavam o dia inteirinho no Facebook ou planejando roteiro de viagens internacionais e deixavam o trabalho de lado? Levantei essas e outras questões internamente enquanto elas falavam,falavam,falavam...

Elas já estavam prontas e decididas a assinar minha devolução para a secretaria de origem quando entrei na sala.Ouvi durante uma hora e meia o sermão das duas e sempre que tinha oportunidade eu rebatia os argumentos apresentados tête-à-tête. E como sou firme e forte quando me vejo diante a uma situação como essas, fui pontuando e desconstruindo todos os argumentos que foram apresentados e fui vendo pouco a pouco aquele discurso todo de que “ele é o problemático do setor” caindo por terra. Em alguns momentos elas se entreolhavam e deixavam escapar pelas suas expressões faciais que algo do que elas haviam recebido de informação não condizia com o que eu estava apresentando como defesa. Bingo! Eu reverti o jogo todo ao meu favor. E por fim elas reconheceram que erraram muito durante esse processo e deixaram o circo correr solto sem a devida supervisão. Só lamento que só agora elas notaram esse erro de gestão. Mas deixei bem claro que não seria a minha cabeça que iria à prêmio, por um erro que não era meu. Ahhh não iria m-e-s-m-o!

Ao termino da reunião, voltei ao meu posto de trabalho como se nada tivesse acontecido e percebi que alguns seres das trevas a.k.a colegas de trabalho, estavam a espreita cochichando e com risinhos pelos cantos. Não dei muita moral por que né...  guess who's back on top !?

Voltei pra sala me segurando toda pra não meter a mão na cara de cada filha da putinha que havia cantado essa ideia errada pra chefia. Cheguei dando altos closes e sorrindo como uma miss para todos que estavam presente. Foi mara ver a reaction de alguns quando eu voltei com aquele ar de winner à lá Rupaul’s Drag Race. Até porque meus amores, se tem uma coisa que eu aprendi com a Mama Ru é nunca: Don't fucking up.

Mas apesar de vencer essa batalha, eu ainda tenho uma guerra de gigantes pela frente e eu preciso estar forte emocionalmente para o combate. Os ataques serão cada vez mais ferozes e eu tenho que estar pronto para tal. Até porque se me atacar, eu vou atacar! Repensei TODA a minha estratégia de convívio com aquelas pessoas e infelizmente vou ter que aprender a me moldar e ser dissimulado e falso em alguns momentos pra poder manter a minha sobrevivência ali naquele nicho. Ir contra meus princípios é algo que jamais imaginaria que um dia teria de fazer na vida.  Ces’t La Vie.

Por sorte, nem só de seres das trevas é formado o meu setor de trabalho. No meio desse lixo humano todo, eu encontrei uma pessoa de luz que é meu fechamento, minha amiga, minha confidente, minha alma gêmea. Alguém com quem eu posso contar pra tudo. E estou recebendo todo o apoio e suporte que preciso pra enfrentar esse momento que convenhamos, não está sendo fácil. Sei que tenho uma aliada muito forte e de peso que pode me ajudar sempre que eu precisar. Mas a sensação que eu levo depois dessa conversa com a chefia é de ter uma arma apontada pra minha cabeça constantemente e que pode ser disparada a qualquer momento. É bem triste. Apesar de agora estar com a faca e o queijo nas mãos e com a situação totalmente favorável a mim, essa sensação de alerta é horrível e totalmente desestimulante. Mas eu sou persistente e vou continuar até eu derrubar um por um e provar pra todo mundo que quem era o “problemático do setor” não era eu, o “novinho” e sim os “matusalém” que estão lá. Pessoas de mentalidade pequena e frustradas na vida que por acharem que não "tem pra onde crescer" não se deram a oportunidade de se atualizarem e crescer e se tornarem seres humanos melhores. Além de terem uma clara dificuldade de se adaptar as novidades e principalmente não saberem lidar com a competência, eficiência e profissionalismo do colega “novinho”.

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Coisas boas da semana: 

¹ Consegui marcar dois horários em dias (foi o jeito) diferentes na semana com a terapeuta. Ufa,menos um problema na cabeça pra resolver!

² Jessie Ware lançou o maravilhoso disco Glasshouse, que eu tô amando muito. Pisa menos Jessie!

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