terça-feira, 26 de setembro de 2017

domingo aconteceu aqui na minha cidade a 11º parada LGBT. depois de alguns anos sem comparecer a um evento desse porte,eu resolvi conferi o desse ano. muito diferente das festas passadas,esse ano a estrutura estava localizada em outro ponto da cidade totalmente diferente dos anos anteriores. a politicagem estava em peso e alguns representantes de ONG's da região voltadas para o publico lgbt tiveram voz e reivindicaram alguns dos nossos diretos. o tema da parada desse ano era: Homossexualidade Não é Doença. propicio para o momento.

fui sem muito ânimo,mas fui. queria espairecer a mente,ver pessoas e dançar um pouco. já que não pude sair na noite anterior justamente por que queria estar inteiro para este evento. para minha surpresa,vi uma diversidade enorme de pessoas,diferentemente dos anos anteriores em que eu participava mais ativamente. esse ano vi muitos casais héteros abraçando a causa gay. fiquei feliz em ver que pessoas tão bem resolvidas não se importavam de apoiar uma minoria que sofre ataques massivos de todos os lados diariamente.

fui já no finalzinho da tarde,deixei o sol baixar para poder ir. e assim mesmo,eu ainda acabei me perdendo no caminho 

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fiquei no máximo umas duas a três horas por lá. tempo suficiente para ser agarrado subitamente por três homens distintos e provavelmente bêbados,confundido com um global (oi?) e perseguido por duas adolescentes ensandecidas. por fim,já com o cair da noite eu dei o braço a torcer para o meu lado introspectivo e fui embora.no fundo eu queria era ficar sozinho comigo mesmo e fui caminhando pela orla da praia acompanhado dos meus pensamentos que hora pensavam em como eu tinha sido um idiota em ter gasto tanta energia com uma situação em que só eu estava ali,vivenciando. hora me perguntando onde eu havia errado durante todo o processo com o R. eu me culpo. isso é inevitável,me culpo demais. me sinto um fracassado. isso é uma sensação péssima e deixa a minha auto estima abalada.


em um dado momento,eu parei e fui para as areias da praia admirar a lua e as estrelas,sentei e conversei com o universo (sim,eu acredito nisso!) e fui o mais sincero possível. mas eu não imaginava que as providências fossem tomadas tão rapidamente como aconteceu...

quando eu estava voltando pra casa,conheci uma pessoa que a principio me causou um certo espanto pela atitude audaz durante a sua abordagem. mas eu logo me desarmei conforme vi que ele não me oferecia perigo. o carinha com todo um jeitinho conseguiu ganhar a minha confiança e foi me deixando a vontade para falar o que estava se passando comigo. contei pra ele o motivo que estava me deixando melancólico naquele instante. a conversa rendeu algumas horas. tempo suficiente para eu acreditar que ainda existem pessoas que se interessam genuinamente umas pelas outras sem maiores interesses.naquela noite nos tornamos amigos e sou grato por isso!são esses pequenos sinais que o cosmos/universo/Deus me dá que me fazem acreditar que minhas orações não são feitas em vão.

T. foi extremamente atencioso e conversou comigo tempo necessário para que eu pudesse voltar para casa com o coração e mente mais leve. no dia seguinte,um "oi,você acordou bem?" estava no topo das mensagens recebidas no WhatsApp..e quatro mensagens abaixo estava a do R. com os dois tracinhos da notificação em azul indicando que ele havia lido a minha ultima mensagem que ficou em aberto de resposta. dói.


é...pra quem não queria sair de casa...o rolê de domingo teve um saldo mais do que positivo. eu sou muito grato pela pessoa maravilhosa que o universo me enviou.

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