DROPS DA SEMANA

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

[25/10/21]

"segundou" daquele jeito: totalmente mil grau.

coleguinha do trabalho me ligou fora de horário comercial (a.k.a - horário em que estou indisponível para assuntos relacionadas ao trabalho) para me contar uma fofoca. nada relacionado à mim - graças a Deus -  mas que foi caso sério. coisa de coleguinha do trabalho pegar suas coisas e ir embora no meio do expediente.

a falta de noção das pessoas no trato com o próximo me tira do sério. o rapaz estava chorando no telefone comigo por que foi humilhado por uma supervisora escrota que trabalha conosco. cês tem noção? eu já cheguei no trampo armado até os dentes, por que se a treta respingasse em mim, eu já iria cunscaralho pra cima da pessoa que provocou esse mal estar. e foda-se. fiquei irritado o dia todo e mal consegui me concentrar direito no que tinha que fazer.


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[27/10/21]

hoje eu tô me sentindo "ok".  ontem a noite um novo vizinho deu sinal de vida na casa ao lado da minha. "Droga!" eu pensei. mas aí eu lembrei que não posso comparar uma experiência que ainda não aconteceu com outra que foi totalmente traumática tanto pra mim, quanto pra minha família, em especial para minha irmã mais velha. vou abrir um parêntesis aqui e explica do porquê eu digo que foi algo traumático. eu tenho três irmãos mais velhos, somos dois casais, e eu sou o caçula. e a irmã que vem antes de mim, ela e eu temos sete anos de diferença. essa minha irmã quando estava com vinte e cinco anos foi diagnosticada com um quadro de esquizofrenia paranóide e de lá pra cá já se passaram quinze anos e desde então ela faz acompanhamento psiquiátrico e tudo mais. mas por mais que a pessoa faça acompanhamento e tome as medicações indicadas, vez ou outra ela tem quadro de surto e foi o que aconteceu com o ultimo vizinho que morou no nosso condomínio. alias, os vizinhos mais antigos, todos sabem da condição dela e respeitam e compreendem quando ela tem um quadro de surto. os surtos dela não são quadros constantes, o que acontece com ela é que ela chora e grita, mas são episódio rápidos, logo depois ela estabiliza o humor e volta ao normal. os médicos já haviam nos alertado desse quadro. explicado este ponto, quero passar para final de abril, inicio de maio de 2021. a vizinha, dona da casa do lado, resolveu alugar a casa. pandemia, dinheiro pouco, vai saber o que fez ela alugar a casa de veraneio. mas o fato é, ela alugou pra um cara extremamente desrespeitoso, que durante os surtos da minha irmã fazia questão de ligar o som nas alturas, quando não, xingava e mandava ela parar. isso, pra quem tem essa doença é terrível. no pouco mais de dois meses que esse camarada permaneceu na casa, ele quis arrumar quizumba com minha família por conta do "incomodo" provocado pela minha irmã, já que o bonitão trabalhava em home office e que os gritos e choro dela atrapalhavam o trabalho dele. em suma, esse cidadão no pouco tempo que foi nosso vizinho chamou até polícia com a premissa de que estávamos maltratando a minha irmã. na ocasião, as policiais foram até a nossa residência, conversaram com a minha irmã e constataram que não havia sinais de agressão, uma vez que a própria negou todas as supostas acusações feitas pelo mal elemento. depois disso, visto que não podia fazer nada e que ele não tinha pra onde ir, ele se mudou. juro que nesse dia, foi o dia mais feliz do ano pra mim. agora pula pra final de outubro. um novo vizinho alugou a casa que estava vaga desde junho/julho. e todo aquele receio voltou e só de pensar eu começo a me tremer todo. o que me ajuda a não pirar nessas horas é pensar que logo,logo, estaremos bem longe daqui. estaremos em casa, em Belém. vamos nos mudar e deixar essa casa alugada. mas até lá, tem muita água pra rolar.


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[28/10/20121]

hoje foi um daqueles dias em que você só quer sumir da face da terra.

o dia seguinte da famigerada mensagem enviada por DM pro crush pedindo o WhatsApp e ser sumariamente ignorado é de uma ressaca moral sem precedentes no dia seguinte. visto quê, já havia uma certa interação prévia, trocando likes, comentários, memes, mensagens e afins há algum tempo.
mas esse sentimento tem nome (e é importante nomeá-los) e se chama: frustração!
e tem um gosto tão amargo. ruim. mas nada como um dia após o outro. nada que uma boa taça de vinho, uma boa música e um papo furado com os amigos pra abstrair dessa situação que me deixou muito chateado.


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[29/10/2021]

e assim eu encerro a semana com essa parceira entre as maravilhosas Kylie e Jessie.  #sextou.




quarta-feira, 27 de outubro de 2021

desde o ultimo post, quando me queixei sobre minha mãe aqui, eu venho observando as ações dela referente ao assunto: mudança. e devo dar o braço a torcer quanto a sua postura. ela tem se demonstrado bem ativa no processo e está correndo atrás para que a nossa ida para Belém aconteça o mais rápido possível. com isso, eu chego a conclusão de que ela estava certa, quando disse que eu deveria ter calma e que as coisas não seriam resolvidas da noite para o dia. me sinto mais aliviado, mas continuo atento e observando o caminhar das coisas.


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solicitei ao terapeuta que minhas sessões mudassem de semanal para quinzenal. queria fazer um teste e tô  achando esse formato muito melhor. o terapeuta me aconselhou a escrever em um caderno aleatoriamente sobre tudo o que se passar comigo nesse meio tempo entre uma sessão e outra. e que levasse o caderno nas próximas sessões pra que trabalhássemos em cima desse material produzido. foi quando eu comentei sobre o DESAPEGA ❤ com ele. não entrei em muitos detalhes até por que quero manter o sigilo e a descrição. essa foi a primeira vez que comentei com alguém do lado de lá sobre o blog. ele achou genial a ideia e me aconselhou a não parar de blogar. mas ainda sim, paralelamente  ao blog, escrevesse no caderno.

já estou na metade de um caderno. rs.

NÃO DEVERIA SER DIFERENTE?

domingo, 17 de outubro de 2021

 


minha mãe voltou de viagem e deveria estar feliz, certo? certo! mas não tô. não sei como explicar isso, mas tentarei. mas antes. eu preciso contextualizar:

em meados de setembro desse ano, minha mãe fez uma viagem para o Pará (somos paraenses e moramos no RJ) para agilizar algumas questões burocráticas, passear e visitar os familiares. por que está nos nossos planos nos mudar de volta para lá, em breve.

esse desejo de retornar à terrinha já era algo antigo, desde antes do falecimento do meu pai, em 2013. na época já estávamos com meio caminho andando para o retorno, quase tudo certo. quando em outubro de 2013 meu pai veio a falecer. tivemos de recalcular a rota e permanecer aqui até as questões judiciais (inventário) serem resolvidas. com isso, esse desejo ficou em segundo plano e seguimos a vida. mas com o advento da covid, essa vontade de voltar pra casa ressurgiu, e ressurgiu com muito mais força e intensidade em mim. ganhou gás  no início do ano quando eu vi algumas pessoas partirem e deixando saudades em quem ficou. isso reanimou aquele desejo reprimido de voltar para casa, e desde então. estou me reorganizando para o tão sonhado retorno.  

confesso que não está sendo fácil. existem muito pormenores para serem resolvidos e que no curto espaço de tempo não sei se serão. mas apesar de todo meu entusiasmo e minha fé inabalável de que tudo dará certo, eu sinto que minha mãe está receosa com alguma coisa, é como se ela quisesse e não quisesse ir ao mesmo tempo. mas apesar disso, eu não esmoreço e permaneço firme na minha decisão de voltar. meu terapeuta me disse que essa ida dela para Belém talvez tenha ajudado a ela a se enxergar de volta lá, com a família e com os amigos. mas não sei se ajudou muito, ela voltou dessa viagem com algumas incertezas que me deixaram bem balançado. sempre colocando empecilho nas coisas, como se não quisesse que elas acontecessem. justificando que uma mudança não é algo fácil e pipipipópópó. eu sei que não é algo fácil. eu sei que estou sendo mega intransigente e que não estou aceitando os argumentos dela e que é ela quem tá no comando desse navio e que deve ser complicado lidar com tudo – quase –  sozinha. mas pra mim, isso se trata de algo muito mais além do que uma “simples mudança” se trata de resgatar algo que eu tinha perdido. às minhas raízes. aqui eu vejo um quê de egoísmo meu, de querer que tudo se resolva pra ontem. eu admito isso. mas é que pra mim não dá mais, eu cheguei no meu limite. eu abri tantas concepções ao longo desses anos todos que eu acabei me deixando de lado em prol de algo que não me beneficiava em nada. agora eu preciso pensar em mim, na minha saúde mental e na minha felicidade. pra mim estar feliz é voltar pra casa, é estar com os meus. e essa pandemia veio pra me mostrar que eu precisava mudar isso antes que algo pior aconteça comigo.

seguirei firme na minha decisão de voltar pra Belém e estabeleci um prazo de no máximo até dezembro as coisas estarem encaminhadas para o retorno. não me vejo passar nem mais um ano neste lugar. pra mim, não dá mais.

CONTRA O TEMPO

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

depois do ultimo episódio onde o psicólogo havia me bloqueado, eu entrei em contato com clínica onde ele atende relatando o fato onde eles informaram que tudo se tratou de um grande equivoco da parte do profissional, e que eu poderia retornar as sessões normalmente. e assim eu fiz.

tive uma conversa franca e aberta com ele, expus como está sendo o processo terapêutico para mim e disse que estava desgostoso em vários aspectos. ele me ouviu atentamente e prometeu melhorar. resolvi dar mais uma chance, no que ele se comprometeu que se até dezembro nada caminhasse para uma efetiva melhora eu poderia trocar de terapeuta sem maiores problemas. zeramos tudo até lá.

EU QUERO TERMINAR COM VOCÊ

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

levo para terapia coisas daqui de dentro que me angustiam. o fato de não me sentir minimamente bonito é algo que mexe comigo. eu tenho um problema seríssimo de baixa auto estima.

o processo terapêutico em si mexe com a gente de uma tal forma que essas pequenas coisas se tornam coisas gigantescas dependendo da óptica que lhe é dada.

nunca pensei que aos trinta e poucos anos, eu estaria me queixando de coisas que eu poderia ter cuidado lá atrás, na adolescência. mas fazer terapia é isso: mexer em questões que estão ali só que você nunca deu a devida atenção.

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eu quero pedir o “divórcio” do meu terapeuta mas não sei como fazer isso sem ser da forma que eu sei fazer: sendo direto! não acho que as coisas esteja caminhando para uma melhora significativa no meu ponto de vista. minha auto estima não melhorou em nada e toda vez que levanto isso na sessão ele fala: “vamos trabalhar isso na próxima vez” e nunca trabalhamos. e pra completar essa semana aconteceu uma coisa que me deixou boladão: ele não lembrava que havia aplicado o teste de auto estima em mim e nem onde tinha guardado o resultado. como assim,mano? sei lá, eu meio que dei uma broxada. sabe?

estou meio sem jeito de falar sobre isso com ele. eu não quero ter que interromper mais uma vez o processo terapêutico, mas se não houver outra saída, eu vou ter que conversar sobre minha insatisfação. vamos ver como será daqui por diante.

talvez eu use o espaço da sessão numa próxima oportunidade para entrar no assunto

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me bateu uma bad fodida agora... tava zanzando no Facebook e vi uma ex-colega de trabalho que começou a cursa psicologia bem depois de mim, já bem adiantada no curso e já estagiando. e não satisfeito, o universo veio me lembrar sobre terminar a faculdade me mostrando uma outra conhecida fazendo a monografia de conclusão de curso de psicologia. kkkkrying. 

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eu contei pra vocês que mamain foi pra Belém ? ela viajou tem quinze dias e tem feito a linha blogueira filmando e registrando tudo nos stories do Instagram. eu tô amando e morrendo de saudades - e inveja - da terrinha. mas isso é um tópico pra outro post e já adianto que será O post. aguardem!

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UPDATE URGENTÍSSIMO ! (01/10/2021 às 16h:45)

hoje pela manhã fui abrir o WhatsApp pra mandar uma mensagem de praxe pro terapeuta pra confirmar a próxima consulta e a surpresa: ele me b-l-o-q-u-e-o-u!

 

estou incrédula.

 
LAYOUT BY: JOSÉ